Sendo conhecido como um desporto propício ao uso de substâncias dopantes, à cerca de uma ano atrás, foi criado um comité para investigar o problema.
Foram inquiridos responsáveis e testados lutadores, das duas principais companhias americanas: WWE e TNA.
Henry Waxman, escreveu uma carta, na última sexta-feira, ao director do Departamento Nacional Anti-Dopagem, mudando o foco da sua análise do baseball (onde se encontrava desde 2005), para o pro-wrestling.
Waxman acusou os responsáveis das companhias de ainda terem um longo caminho a percorrer no combate ao doping no pro-wrestling, a começar pela alteração na forma como fazem as análises.
"No primeiro ano em que a WWE implantou o seu programa anti-doping, que começou em Março de 2006, 40% dos lutadores tiveram resultado positivo para esteróides e outras drogas, mesmo depois de terem sido previamente avisados que iriam ser testados", escreveu Waxman.
Waxman acrescentou ainda que os castigos para os lutadores que acusem positivo nos testes são muito brandos e eles podem continuar a participar em eventos de wrestling, mesmo após a violação das regras.
Vince McMahon, nas declarações que prestou ao comité de controlo, confessou que não se submete aos testes anti-doping da WWE, apesar de esporadicamente participar em combates de wrestling.
Waxman apontou ainda outros factos curiosos:
-25% dos lutadores da TNA acusaram positivo para esteróides, no primeiro ano de controlo, enquanto que 11 lutadores foram apanhados a usar outras drogas.
-Chris Benoit acusou positivo para esteróides por três vezes, antes do homicidio/suicidio de sua responsabilidade, em Junho de 2006. O lutador nunca foi castigado, escapando sempre com um aviso.
-A WWE contratou entre 5 a 8 lutadores que acusaram positivo a esteróides e outras drogas durante os habituais testes médicos que antecedem uma contratação. No entanto, os lutadores tiveram que fazer outro teste, que desse negativo, para poderem ver a contratação oficializada, segundo normas governamentais.
Fonte:
Wrestling Attitude